Modelo da Mobilidade Elétrica em Portugal

Toda a discussão relativa a Pontos de Carregamento também conhecidos por EVSE (Electric Vehicle Supply Equipment) vem para aqui.
Avatar do Utilizador
rimsilva
Proprietário i3
Mensagens: 2059
Registado: 31 mar 2016, 14:40
Data de fabrico: 15 mar 2016
Capacidade bateria: 60 Ah
Localização: Vila Nova de Gaia

Re: Modelo da Mobilidade Elétrica em Portugal

Mensagem por rimsilva » 14 set 2021, 09:53

JLMF Escreveu:
10 set 2021, 15:01
rimsilva Escreveu:
10 set 2021, 10:56
mjr Escreveu:
10 set 2021, 10:12
..

Esta discussão está um bocado off topic neste tópico. Para mim é uma questão que não tem nada a ver com o modelo.
Nisto tenho de concordar, sou um pouco havesso aos sistemas quase pré-históricos de pagamento, mas existindo, não me fazem diferença nenhuma, não é uma questão que dependa do modelo, aliás sou um utilizador convicto de que o modelo da ME em Portugal é um péssimo modelo e que não não deixa de ser mau se passar a existir um TPA em cada posto.

Sem alongar muito e entrar em off-topic, basta olhar para os "modelos" que toda a gente neste grupo elogia (Tesla e Continente) e em nenhum deles há TPAs, volto a dizer que a mim ter ou não ter um TPA não faz diferença nenhuma (desde que a solução seja bem pensada em termos de planos de contingência), mas não sou muito de olhar para alternativas só na parte que me interessa, acho que se tem de olhar como um todo.
É necessário entender que Tesla e Continente, por razões diversas e comuns são uma rede privada e restrita, clientes com conta de utilizador e porque assim é o objetivo comercial e legal. No Caso do Continente não fosse o "Modelo" teriam certamente modo de pagamento com cartão de débito ou crédito, com leitura de cartão Continente e cupões, como em todas as outras caixas e serviços que prestam dentro do universo do cartão Continente.
A Tesla tem todo o interesse em ter uma "conta corrente" de cada cliente, faz parte da filosofia da marca e é um objetivo comercial.

Na criação destas duas redes citadas não existiu de todo um objetivo de roaming, antes o contrário.
No "Modelo" esse objetivo (falhado) foi uma das permissas.

Estes exemplos não são válidos para apoiar este "Modelo" até porque em parte a forma como funcionam são consequência nefasta da existência do mesmo.

Este assunto é de certeza relacionado com o "Modelo" da Mobilidade Eléctrica em Portugal e não vejo de todo porque será considerado off topic a não ser pelos radicais defensores do mesmo.

O facto de o OPC não vender eletricidade mas sim minutos, não ter nem gerir clientes, não aceitar pagamentos é consequência deste "Modelo".

O exemplo que vimos de pagamento na Suíça é relativo a um carregamento feito numa rede de estações de serviço, a Migrol que pertence á maior rede de supermercados da Suíça, A Migros.

O que eles fazem com a eletricidade com que carregamos é o mesmo que fazem com os combustíveis fosseis ou com as 🥕 (cenouras), compram ou produzem ao melhor preço e vendem a preço competitivo.

Se aceitam cartões de débito e crédito tem também um programa de bónus e descontos que inclui os recarregamentos e simultaneamente uma app por onde funciona também o pagamento, basta passar o cartão cliente no leitor ou iniciar a app junto ao posto.

Tem um programa de fidelização e gestão de clientes semelhante ao do Continente mas qualquer pessoa pode recarregar, se não está fidelizado paga com cartão de débito ou crédito.
Não vejo qual é o problema. Se o artista fosse Suíço de passagem em Portugal tinha melhor roaming ou mais e melhores facilidades de pagamento?

Como estão livres, a Migrol, deste monstro de "Modelo " português compram eletricidade e produzem-na nas condições que entendem e a quem querem, vendem-na a todos os que a queiram comprar, clientes habituais ou não, com descontos ou não, procuram prestar um serviço de qualidade e não precisam de CEME e Mobie.e para nada, como conseguem fazer isto sem "MODELO"?
Para mim é offtopic porque é uma perda de tempo e desperdicio de energias, estar a centrar uma discussão num pormenor (pagamento através de MB) e não entro em questões mais técnicas de "roaming" porque como disse anteriormente, não acho que sejam fundamentais, nem me interessam.

Como utilizador final não faz diferença a existência de MB, ao contrário dos requisitos obrigatório de adesão à MB que facilmente se percebe da complexidade, quando se tenta explicar a alguém o que precisa de fazer para poder carregar na rede publica ou a ter de explicar a alguém com cartão de carregamente da empresa, que o valor de x cêntimos por kWh não é o valor final a pagar do carregamento.
Pior que isto tdo, é ainda existir um CEME que vende energia sem querer saber do custo de utilização do Posto ou um OPC a cobrar por minuto a utilização do carregador sem se importar com o custo do kWh da energia....

Aquilo onde acho que se deve centrar a discussão é nesta parte "core" do modelo, que é basicamente:
O que eles fazem com a eletricidade com que carregamos é o mesmo que fazem com os combustíveis fosseis ou com as 🥕 (cenouras), compram ou produzem ao melhor preço e vendem a preço competitivo.
Todos deveriam ser livres de poder fornecer carregamentos da forma simples como se vê lá fora, permitindo incluisive ao continente vender carregamentos para VE sem ter de andar a inventar locais privados de carregamento ou venda de estacionamento.

ruramos
Mensagens: 534
Registado: 07 jul 2017, 16:22
Data de fabrico: 13 jan 2019
Capacidade bateria: 64kWh

Re: Modelo da Mobilidade Elétrica em Portugal

Mensagem por ruramos » 15 set 2021, 09:54

https://greenfuture.pt/2021/09/15/de-li ... -eletrico/
Luís Barroso, Presidente da MOBI.E afirma: “Se, em Portugal, temos uma rede integrada, na qual basta ter um único meio de acesso para utilizar livremente todos os postos da rede Mobi.E, em Espanha, temos de contratualizar vários comercializadores diferentes que se integraram para o projeto CIRVE e que estarão integrados com a rede Mobi.E. Este é, sem dúvida, um momento importante que garante a interoperabilidade a nível nacional, transfronteiriço e da UE, permitindo viagens longas com acesso a pontos de carregamento de veículos elétricos.”

Com a conclusão do projeto, em junho de 2022, que prevê a instalação de 58 postos de carregamento (18 infraestruturas de carregamento rápido em Portugal no corredor da rede Central Atlântica e 40 pontos de carregamento em Espanha no Corredor Atlântico e Mediterrâneo), será possível aos condutores fazerem esta viagem, utilizando os seus contratos habituais de carregamento, usufruindo da integração das várias redes de carregamento.
Isto parece-me boas noticias.. se assim for :clap:

Avatar do Utilizador
Nonnus
Mensagens: 1992
Registado: 10 set 2017, 04:43
Data de fabrico: 01 jun 2017
Capacidade bateria: 83,14 Ah 12 Barras

Re: Modelo da Mobilidade Elétrica em Portugal

Mensagem por Nonnus » 15 set 2021, 10:30

Ainda vamos ver a Europa toda ligada a mobi.E. É bom é que o datacenter esteja dimensionado para tal. É para isso que serve as taxas que pagamos a mobie.E
Proprietário de Nissan Leaf 30KWh desde: 25 de Setembro de 2017
- 9 meses depois 15/06/2018 30000km
- 12 meses depois 25/09/2018 40000km
- 24 meses depois 25/09/2019 90000km

Avatar do Utilizador
BrunoAlves
Proprietário Ioniq EV
Mensagens: 5483
Registado: 30 abr 2016, 12:39
Data de fabrico: 16 jun 2014
Capacidade bateria: 57Ah
Localização: Mealhada

Re: Modelo da Mobilidade Elétrica em Portugal

Mensagem por BrunoAlves » 15 set 2021, 11:18

Uhhhhhh "cartão não autorizado" europeu. Mal posso esperar :mrgreen:
Se forem conduzir, não bebam. Se forem beber, chamem-me!!! :D

Avatar do Utilizador
rimsilva
Proprietário i3
Mensagens: 2059
Registado: 31 mar 2016, 14:40
Data de fabrico: 15 mar 2016
Capacidade bateria: 60 Ah
Localização: Vila Nova de Gaia

Re: Modelo da Mobilidade Elétrica em Portugal

Mensagem por rimsilva » 15 set 2021, 11:37

Este é mais um projecto adiado, que segundo o site, deveria ter terminado em Dezembro de 2020.

De mais positivo só vejo mesmo a instalação de mais postos (que espero sejam sobretudo PCUR) porque não me interessa a confusão que é (e quem sabe preços inflacionados) deste modelo em Portugal.

Já chateia ver esta gente da mobi.e sem noção da realidade a falar dos carregamentos fora de Portugal. Mas qual "temos de contratualizar vários comercializadores"? Ninguém sente falta dos CEMEs lá fora.

Qual é o problema de usar a aplicação da Ionity na Europa? Qual é o problema de usar a aplicação da BMW charging em toda a Europa? Qual é o problema de instalar 2 ou 3 aplicações em Espanha e com isso ter acesso a carregamentos em PCR e PCN muito mais baratos do que em Portugal (mesmo tendo um VE de 1ª geração)?

Avatar do Utilizador
Nonnus
Mensagens: 1992
Registado: 10 set 2017, 04:43
Data de fabrico: 01 jun 2017
Capacidade bateria: 83,14 Ah 12 Barras

Re: Modelo da Mobilidade Elétrica em Portugal

Mensagem por Nonnus » 15 set 2021, 14:40

alguém Escreveu:Tenho tido imensos problemas com a faturação da Galp relativamente ao contrato para carregamentos elétricos.
- Valor do consumo do cartão sem detalhe
- Detalhe dos carregamentos não coincidem com a faturação total
- Acertos e mais acertos
- Períodos de faturação sem regularidade
- Linha de apoio sem condições de prestar informações
- Etc.
Alguém com os mesmos problemas?
Quais as melhores alternativas à Galp que conhecem em termos de preços e sem a generalidade dos problemas descritos?
Obrigado!!
Toda a gente respondeu Miio e o autor do post escreve:
o mesmo alguém Escreveu:Excelente. Obrigado pelas informações.
Sabem dizer que concessionários de postos de carregamento não aceitam a miio?
- Galp
- Edp
- Mobiletric
- Intermarché
- Lidl
Daqui tiro duas conclusões.

Este alguém não sabe como funciona a maravilha do nosso modelo. Deve ter andado sempre a procura de postos da Galp para carregar o carro :doh:

Ter apenas um CEME (um cartão) não trás qualquer vantagem.
Proprietário de Nissan Leaf 30KWh desde: 25 de Setembro de 2017
- 9 meses depois 15/06/2018 30000km
- 12 meses depois 25/09/2018 40000km
- 24 meses depois 25/09/2019 90000km

Responder

Voltar para “Carregamento”